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Ruínas de um "nós"

  • Foto do escritor: #QueIssoGlauco
    #QueIssoGlauco
  • 21 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 3 de jun. de 2025

Na penumbra das palavras não ditas, ecoam os suspiros da despedida não anunciada. No labirinto dos sentimentos, as entrelinhas se desvanecem, revelando o vazio de uma intenção não compartilhada. Deveria ter sido um prelúdio, um sussurro ao vento, mas a verdade se escondeu nas sombras do silêncio.

A morada que ergui em tuas promessas tornou-se efêmera, um castelo de areia perdido na maré do desconhecido. Teu nome, outrora ecoado com doçura em cada canto, agora ressoa em eco solitário. Fui arquiteto de sonhos, construí castelos de esperança sobre alicerces instáveis.


A resignação dança em meu peito, uma melodia melancólica que ecoa a ausência de um aviso prévio. O lar que imaginava encontrar em teus braços tornou-se uma quimera, desvanecendo-se diante da surpresa de tua partida. Ah, como as palavras não ditas podem ser mais penetrantes que as pronunciadas!

Agora, diante das ruínas de um "nós" que nunca foi, recolho os cacos da ilusão. As portas do meu coração, uma vez escancaradas para tua presença, cerram-se com um suspiro de resignação. Não foi a intenção que partiu, mas a fragilidade de nossos alicerces compartilhados.

Que essa lição, como um eco doloroso, ressoe na eternidade das nossas lembranças não vividas. Que o próximo lar que ergueres seja construído sobre alicerces firmes e palavras transparentes, para que não haja surpresas amargas no adeus que não esperávamos.

 
 
 

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